MOliveira1

Manoel de Oliveira, om mais velho realizdor do mundo em atividade, morreu no dia 2 de abril, com 106 anos.

Em Portugal, o Governo decretou dois dias de luto nacional, e a Câmara do Porto três dias de luto municipal ao seu cidadão “invulgar”.

Com um currículo de mais de 40 filmes, Manoel de Oliveira era ele próprio um testemunho da História do último século: quando nasceu no Porto, em 1908, D. Manuel II era rei de Portugal. Quando se estreou no cinema, em “Douro – Fauna Fluvial” (1931), os filmes eram mudos e a preto e branco.

Figura incontornável do cinema português era também o mais conhecido internacionalmente e trabalhou com os atores e atrizes como Chaterine Deneuve, Jeanne Moreau, Claudia Cardinale, John Malkovich, além dos portugueses como Luís Miguel Cintra e Leonor Silveira, entre muitos outros. Conseguiu ter uma carreira mais profícua e celebrada após os 75 anos, idade em que a maioria começa a retirar-se da profissão ou a perder a relevância.

Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu no dia 11 de dezembro em 1908, no seio de uma família da burguesia industrial do Porto, 13 anos após o nascimento do cinema.

Começou a sua carreira como realizador no cinema mudo com “Douro, Faina Fluvial” (1931) e chegou à atualidade com “O Gebo e a Sombra” (2012). A despedida do cinema deu-se com a curta-metragem «O Velho do Restelo», que estreou em Portugal a 11 de dezembro do ano passado, no dia do seu aniversário.

O cineasta deixa ainda aquele que desejou que fosse o seu filme póstumo: “Visita ou Memória e Confissões”, de caráter autobiográfico, filmado em 1982 e que, por sua vontade explícita, só poderia ser mostrado publicamente após a sua morte. O cineasta tinha então 74 anos.

Manoel de Oliveira visitou o Japão duas vezes em 1993 e em 2003 e teve a amizade com a Sra. Etsuko Takano (1929-2013), antiga Presidente da Sociedade Luso-Nipónica e Diretora da Iwanami Hall.