Economia

A estrutura da economia portuguesa, nas últimas décadas, é caracterizada por elevado peso do setor dos serviços – à semelhança, aliás, dos seus parceiros europeus -, que contribuiu com 79,3% do VAB e empregou 63,9% da população em 2012. A agricultura, silvicultura e pescas representaram apenas 2,2% do VAB (contra 24% em 1960) e 10,5% do emprego, enquanto a indústria, a construção, a energia e a água corresponderam a 23,4% do VAB e 25,6% do emprego.

Na última década, para além de uma maior incidência e diversificação dos serviços na atividade económica, registou-se uma alteração significativa no padrão de especialização da indústria transformadora em Portugal, saindo da dependência de atividades industriais tradicionais para uma situação em que novos setores, de maior incorporação tecnológica, ganharam peso e uma dinâmica de crescimento, destacando-se o setor automóvel e componentes, a eletrónica, a energia, o setor farmacêutico e as indústrias relacionadas com as novas tecnologias de informação e comunicação. Ainda nos serviços, salienta-se a importância da posição geográfica de Portugal, usufruindo do clima mediterrânico, moderado pela influência do Atlântico, bem como o significado da imensa costa portuguesa, que apoia uma relevante indústria turística.

Situação económica e perspetivas

A recuperação gradual da procura à escala global e das economias dos nossos principais parceiros comerciais, iniciada ainda em finais de 2009, permitiu a Portugal retomar uma trajetória de crescimento em 2010 (PIB cresceu 1,9% face ao período homólogo), com base no bom desempenho das exportações, principal “motor” dessa recuperação.

Entretanto, a demora na resolução e o consequente alastrar da crise da dívida soberana na Zona Euro ao longo dos últimos dois anos, contribuiu para a deterioração das condições de acesso aos mercados de financiamento internacionais. Para a economia portuguesa, caracterizada por um elevado grau de endividamento externo e baixo crescimento económico tendencial, conjugados com um défice público excessivo, estes acontecimentos vieram colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas, tornando inevitável o pedido de assistência financeira à União Europeia e FMI em abril de 2011.

As principais linhas estratégicas do Programa de ajustamento económico e financeiro em vigor até 2014 foram desenhadas para assegurar um desenvolvimento equilibrado e sustentado da economia no médio-longo prazo, e para garantir uma trajetória sustentável para as finanças públicas.

O seu impacto na economia portuguesa foi, contudo, muito significativo. Portugal assistiu a uma contração do PIB de -1,6% em 2011 e de -3,2% em 2012, perspetivando-se uma melhoria no final dos dois próximos anos, pois as projecções para 2013 ainda apontam para uma diminuição da actividade económica (-2,3%), mas em 2014 a economia deverá recuperar com um crescimento na ordem dos 1,1%.

Mais informações em:

PORTUGAL – FICHA PAÍS (AICEP-Portugal Global)

PORDATA

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA

BANCO DE PORTUGAL