História

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Painéis de São Vicente de Fora (1445?), de Nuno Gonçalves, retratam a corte e a sociedade portuguesa do séc. XV.

Fenícios, gregos, cartagineses, romanos (que nos deixaram a língua que falamos), povos nórdicos e povos da Mauritânia: todos eles ocuparam aquele que é hoje o nosso território atual. Até que no séc. XII, Portugal se tornou independente dos outros reinos peninsulares pela espada de Afonso Henriques, “O Conquistador” e primeiro rei de Portugal. Um século mais tarde, com a conquista do Algarve aos mouros, Portugal definiu a sua fronteira continental. Com o estabelecimento do Reino de Portugal, em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras, em 1249, Portugal tornou-se o mais antigo Estado-nação da Europa.

Em finais do séc. XIII, o rei D. Dinis criou a nossa Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e hoje Património Mundial da Humanidade. Nos sécs. XIV, XV e XVI fomos os primeiros europeus a navegar até África, continente sul americano e extremo oriente. Ainda antes de prosseguirmos pela costa africana, encontrámos os arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Depois de uma crise dinástica que nos colocou sob o trono de Espanha, em 1640 tornámos a ter um rei português. No séc. XVIII, D. João V, rei absolutista e amante das artes, mandou construir o imenso palácio-convento de Mafra — cuja construção é romanceada em Memorial do Covento (1982), obra maior da literatura portuguesa, assinada por José Saramago, o nosso prémio Nobel da Literatura em 1998 — e o grande Aqueduto que conduziu a água à cidade de Lisboa. Ainda no decorrer do mesmo século, a 1 de novembro 1755, Portugal foi abalado por um terrível sismo (9 na escala Richter, acredita-se), seguido de um maremoto que atingiu os 20 metros de altura e que destruiu quase por completo a capital, Lisboa. Devemos a Marquês de Pombal,  Secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I (1750-1777), o plano de reedificação da cidade e demais zonas afetadas no sul do país. No séc. XIX, lutas partidárias enfraqueceram a Monarquia, que caiu em 1910, ano da implantação da República.

Portugal faz parte do grupo de 17 países da União Europeia em que o Euro é a moeda oficial. Somos Estado-membro da União Europeia desde 1986, mas lutamos por não esquecer a nossa identidade própria.

Esta História tão rica ganha expressão na nossa Arte. Dignas de nota são sobretudo as manifestações do estilo “Manuelino”, exaltação da época dos Descobrimentos, a forma como soubemos, e ainda sabemos, trabalhar o azulejo e o nosso Fado, canção da nostalgia, canção da saudade – conceito bem português, que decerto compreenderá depois de visitar o nosso país.

Resumo cronológico da História de Portugal